“Ide e buscai a verdade, o caminho, a vida e a luz”. (Espiritualidade amiga, FELLUZ/2004)
 
 

Arnaldo  ‌   Palminha   José Grosso

Arnaldo

Nosso querido Arnaldo é o mentor da FELLUZ. Espírito sereno, firme e afetuoso que se manifestou pela primeira vez em nossas reuniões de estudo em meados de outburo de 2004 (leia mais no histórico da FELLUZ). Apreciador da natureza, tem uma grande afinidade com planta e ervas medicinais.

Sobre o seu passado reencarnatório ainda não temos muitas informações, pois segundo ele: "Tudo a seu tempo...."

Portanto, aguardamos os relatos do amigo sobre sua história, sem pressa e sempre atentos às palavras, atitudes e ensinamentos de tão bondoso colaborar da Seara do Mestre.

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Palminha

Sobre o Nosso querido Palminha, pedimos a permissão para transcrever o relato do José Grosso, através do amigo Ênio Wendling, na Fraternidade Espírita Irmão Glacus:

Viemos de longe, de passadas eras e vamos falar sobre nosso irmão, chamado carinhosamente Palminha*, simplesmente Palminha. Hoje, nessa altura de sua caminhada espiritual, deseja firmemente desempenhar, como vem fazendo, a tarefa da fraternidade, sob a égide de Jesus. Busquemos reportar marcantes épocas da vida desse querido amigo.

Reafirmamos que viemos de longe. Vislumbramos os tempos dos Vedas. Os grandes templos de Amom. As colunas formidáveis da cidade de Soma (subúrbio de Menphis), sob a areia do deserto no antigo Egito.

Identificamos ainda o nosso irmão Palminha em Tebas e Menphis. Consta que após algumas encarnações de mandos e desmandos, reencarnou-se como escravo núbio, vivendo por pouco tempo nessa condição, pois devido a circunstâncias que desconhecemos tornou-se senhor. Podemos percebê-lo descansando nos alpendres dos jardins de grande palácio, nas tardes solarengas e cálidas de verão, às margens do Nilo. Com senhor, mercadejava também com escravos e não demonstrava nenhum sentimento fraterno para com eles, esquecendo-se de que já fora um deles.

Habitou também os templos de Carnac. Viveu em áreas longínquas na China. Conviveu com os Persas.

Nosso Palminha viveu na época do cristianismo em Roma. Suas idas ao circo romano o empolgavam bastante. Segundo Charles Baudelaire, que se encontra citado acima nesse relato: "a multidão sanguinolenta reunia-se no vasto circo de Roma. O Coliseu regurgitava ao murmúrio sinistro de patrícios e plebeus que buscavam, na dor dos desgraçados, o prazer e o tumulto". Vivendo em Roma, Palminha conheceu e se identificou com muitos cristãos. Ouvia-os falarem de Jesus. Muitos deles estão reencarnados e vivendo no Brasil de hoje. Naquela época, alguns fizeram parte dos quinhentos da Galiléia.

Viveu e ajudou a destruir os templos de Heliópolis, incendiando-os. Conviveu no palácio do Califa de Samira, sendo um de seus familiares. Renasceu na Pérsia, reviu a Índia, mas desejava, nesse tempo, algo mais da vida. Seus sentimentos começaram a mudar. Conviveu com amigos e ainda com a turba dos que gostavam de anarquia e destruição, pois seu passado falava muito forte ainda em seu espírito. Viveu ainda numa aldeia em Simiansqui, ao norte do império Chinês.

Participou das ordas de Genghis Kan. Estreitou laços com os afins. Teve reencarnações na Tártaria, após essa existência, viveu nos Balcans e reencontrou um espírito muito querido na Germânia: o nosso José Grosso.

Pertenceu também ao grupo dos seguidores de Alarico VIII. Após esse período, Palminha desejava ardentemente modificações mais profundas em seu espírito. Vieram então reencarnações mãos suaves, tranqüilas e religiosas na França, Espanha e Brasil.

Nos dias de hoje, sua identificação espiritual com os companheiros encarnados é grande. Quer ser lembrado somente como Palminha. Seus objetivos se encontram no apostolado do bem, na simplicidade consciente e responsável do espírito que desejava valorizar o atual momento que estamos vivendo, pois são marcos decisórios para a sua evolução e a de todos nós. Em sucessivas reencarnações, nosso Irmão Palminha experimentou derrotas, conquistas e sofrimentos atrozes.

Mas, hoje, considera o momento um oásis de bênçãos na tarefa junto aos companheiros espíritas do Brasil e da Fraternidade. Não podemos deixar de citar a encarnação de Palminha, no Brasil, como Antônio da Silva, um dos nove filhos do casal Gerônimo/Francisca e irmão de José da Silva (José Grosso). Pertencia também a um dos bandos da época, na década de trinta, no Nordeste. Desencarnou, com ferimentos, quando do cerco policial nas imediações da cidade de Floriano, no Piauí. Consta que tentava fugir quando foi alvejado. Correu sem perceber que seu corpo ficara para trás. Voltou e constatou que "havia desencarnado". Não é sabido quanto tempo levou até ser amparado pelos espíritos de Joseph, Sheilla e José Grosso. Com o passar do tempo, foi convocado a cooperar nas reuniões do grupo Sheilla, em Belo Horizonte.

O nosso querido Palminha é incansável trabalhador e um dos mentores da nossa casa.

* Palminha: nome dado ao espírito que, quando se manifestava em reuniões de efeitos físicos, batia palmas e de suas mãos saíam raios de luz.

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José Grosso

"Zé" como carinhosamente o chamamos, é também um companheiro conhecido e respeitado na seara. Trancrevemos portanto sua emocionante história obtida também do site da Casa de Glacus, desta vez descrito pelo amigo Palminha:

Espírito de muito sentimento, muito amigo, teve muitas andanças através de vários corpos.
Teve poder e muita autoridade nas mãos, principalmente a partir da Germânia. Contudo, era místico, rígido e disciplinado. Nessa época, José Grosso chamava-se Johannes e desencarnou por volta do ano 751.

Em uma de suas encarnações foi seu irmão consangüíneo o Irmão Palminha (hoje também mentor espiritual da Fraternidade). José Grosso reencarnou-se novamente, na Holanda, como Adido Diplomático. Conviveu com a classe alta holandesa e com a corte de Francisco I - rei da França. Segundo informações da espiritualidade, consta que Jair Soares (diretor mediúnico de núcleo espírita já desencarnado) foi o Rei Francisco I. Com essa informação fica explicada a grande ligação entre os dois. Nesse período, José Grosso conquistou grandes amizades através de suas atividades diplomáticas.

Em território brasileiro, no ano de 1896, nasceu José da Silva, nos rincões áridos do Ceará, em pequeno lugarejo próximo a Crato. Seus pais Gerônimo e Francisca tiveram 09 filhos.

No princípio da década de 30 os rumores invadiram toda a vastidão do sofrido Nordeste. Miséria, seca, sofrimentos, falta de tudo. Não mais as cortes e o mando relativo. Época em que alguns homens se apropriavam dos bens dos ricos para distribuí-los aos pobres. Isso empolgou muito o coração de José da Silva que em seu íntimo sonhava com uma "terra prometida", com mais paz, saúde e alimentação adequadas para todos. Essa turba de homens tinha como chefe Lampião. Na região de Orós, José Grosso, já adulto integrou-se a esse grupo de anseios iguais aos seus, ou seja, ajudar aos seus semelhantes a qualquer custo.

Com a convivência com o bando, José da Silva percebeu que eles extrapolavam as suas aspirações. Percebeu que a maneira como agiam não era correta e sabendo das conseqüências desses atos, mudou seu comportamento. Não delatou o grupo às autoridades, mas passou a informar as cidades que seriam invadidas para que as mulheres e crianças fossem poupadas. Esse comportamento levou Lampião a perfurar-lhe os olhos a faca, vingando-se da traição sofrida. José da Silva perdido na mata, com infecção generalizada, desencarnou em 1936 aos 40 anos de idade, sem ter notícia alguma de seus sete irmãos. Conhecia o paradeiro de um único irmão - hoje Palminha - na época, viveu o mesmo tipo de vida, mas pertencendo a outro grupo.

Após seu desencarne, quando acordou no plano espiritual, tinha a seu lado o espírito de Scheilla e Joseph Gleber, que tiveram vínculos com ele na Germânia. Doze anos depois, os espíritos Scheilla e Joseph Gleber levaram o espírito de José da Silva para o núcleo que se reunia na casa de Jair Soares. Lá ele manifestou-se pela primeira vez.

Em 1949, em suas primeiras comunicações, ele dizia ser folha caída dos ventos do Norte. Também levado por Scheilla e Joseph começou a manifestar-se no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, através de alguns médiuns e principalmente através do conhecido médium Peixotinho. Os espíritos José Grosso, Scheilla e Dr. Garcez manifestavam-se pelo Peixotinho, médium que foi médico também na era de 79.

José grosso iniciou sua caminhada no plano espiritual junto ao espírito de Glacus. Por longos anos esteve sob orientação de Scheilla no campo espiritual, trabalhando em dedicado e operoso núcleo espírita em Belo Horizonte.

Agradecemos a Jesus pela oportunidade de trabalharmos junto a irmãos tão dedicados. Que Deus possa iluminá-los para que continuem a sua caminhada!

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